Mansplaining: Republicana e psicóloga Luciana Crepaldi comenta sobre o assunto

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Muitas mulheres sofrem com o machismo diariamente e muitas vezes nem percebem. O machismo que veio de muito tempo atrás e foi construído socialmente, ainda existe na nossa sociedade e se esconde por trás de ações e diálogos tão corriqueiros, que frequentemente, passa despercebido.

Um desses exemplos é o termo em inglês “mansplaining“, que une man (homem) com explain (explicar) e que define aquele momento em que um homem tenta explicar algo à mulher sendo que ela já sabe ou consegue explicar muito melhor que ele. É uma atitude que desvaloriza a opinião e inteligência de uma mulher.

Luciana Crepaldi, psicóloga e secretária estadual do Mulheres Republicanas Minas Gerais, explica as consequências desse tipo de machismo: “A mulher vai perdendo a autoestima, confiança em si mesma e nos casos mais graves, cria uma total dependência emocional. Muitas vezes elas têm dificuldade de identificar que precisa de ajuda, vai se retraindo e deixando de se posicionar publicamente, aumentando a insegurança e o sentimento de inferioridade”.

Segundo a republicana, o mansplaining pode acontecer em qualquer área e situação, como no espaço acadêmico, mercado de trabalho, relacionamentos amorosos e ambiente familiar. O conselho de Luciana Crepaldi é: “Devemos estar atentas. Independente do ambiente, a mulher deve se posicionar para ser escutada”.

A palavra “mansplainer” está inclusa na lista de palavras do ano do portal do New York Times, famoso veículo de comunicação dos Estados Unidos, desde 2010.

A psicóloga ainda acredita que esse tipo de machismo pode diminuir: “Na nossa sociedade historicamente machista é de suma importância falar, informar a população sobre as várias formas de violência contra as mulheres e a necessidade de garantir diretos. Podemos contribuir seja na intervenção direta, não deixando passar despercebido quando acontecer conosco ou na nossa presença. A forma como educamos nossas crianças também pode fazer toda a diferença na busca de um mundo menos desigual, mais fraterno com menos preconceito e discriminação”.

Texto: Elisa Costa | Ascom Mulheres Republicanas

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