Republicanos vota unido por isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil

Medida beneficia mais de 15 milhões de brasileiros e avança para o Senado
A Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (1º) o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. A proposta, que também reduz a alíquota para quem ganha até R$ 7.350, contou com o voto favorável de toda a bancada do Republicanos e agora segue para análise do Senado Federal.
Com impacto direto para cerca de 16 milhões de contribuintes, a medida representa um avanço na busca por justiça fiscal e deve injetar até R$ 40 bilhões na economia, segundo parlamentares do partido.
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o caráter estruturante da proposta. “A isenção do Imposto de Renda não é um favor do Estado. É o reconhecimento de um direito. Estamos promovendo justiça tributária no Brasil, em parceria com o Executivo e com foco no trabalhador”, afirmou.
O presidente estadual do partido em Minas, deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos/MG) , enfatizou a proposta é um grande instrumento de garantia das políticas públicas para quem mais precisa. “Desde o início da tramitação da proposta trabalhamos muito para garantir o benefício para a população de baixa renda que, de fato, necessitam do nosso compromisso. Quero ainda deixar um recado aos gestores para que trabalhem com a previsibilidade e com isso, garantir essas políticas públicas na ponta”, afirmou o presidente.
Ja o deputado federal Samuel Viana (Republicanos/ MG) destacou que este é um momento histórico para o país. “Essa medida traz mais justiça social e tributária e alivia o bolso de milhões de brasileiros. Tenho orgulho de ter votado sim nessa conquista, reafirmando meu compromisso com o povo e com políticas que fazem a diferença na vida das pessoas”, apontou.
Compensação fiscal
Para viabilizar a isenção, o governo prevê uma compensação fiscal com a taxação de pessoas com renda anual superior a R$ 600 mil, medida que deve equilibrar o impacto estimado de R$ 25,8 bilhões por ano aos cofres públicos.
A proposta segue agora para análise e votação no Senado Federal, onde ainda pode sofrer alterações antes de ser sancionada.

