Câmara aprova projeto para fomentar energia solar entre população de baixa renda

WhatsApp Image 2024 05 20 at 16.40.29

WhatsApp Image 2024 05 20 at 16.40.29
Relator do texto, Lafayette de Andrada explica que iniciativa pode proporcionar redução de até 95% no custo da conta de luz

A Câmara dos Deputados aprovou (7/5) o projeto de lei que institui o Programa Renda Básica Energética (Rebe). O texto aprovado é um substitutivo do deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) e promoverá a instalação de centrais de energia renovável, principalmente solar, para famílias de baixa renda com consumo até 220 kWh/mês, beneficiárias da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE).

Segundo Lafayette de Andrada, a energia solar fotovoltaica pode reduzir significativamente os custos da conta de energia elétrica. “Além de ser uma alternativa sustentável que contribui para a preservação ambiental, a medida pode proporcionar uma redução de até 95% no custo da conta de luz”, explicou o republicano.

A ideia é que o programa de energia solar substitua gradualmente o subsídio destinado à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), que atualmente concede descontos a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo (R$ 606); a famílias com integrantes que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC); ou a famílias de renda mensal de até três salários mínimos com integrantes dependentes de uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos movidos a energia elétrica.

As centrais geradoras do Rebe serão preferencialmente instaladas em áreas rurais, em superfícies de reservatórios de água ou no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida. Após a geração da energia, ela será convertida em créditos para as famílias beneficiárias.

A gestão financeira e operacional do programa será atribuída à Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBPar), que poderá gerenciar diretamente o programa ou por meio de cooperativas de energia solar fotovoltaica, associações ou condomínios locais.

FONTES DE RECURSOS

O programa permite o uso do orçamento da União, transferências à ENBPar ou à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para financiar os projetos do Rebe. A CDE agrega dinheiro de encargos pagos pelas empresas do setor de energia, multas aplicadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pagamentos pelo uso dos recursos hídricos.

Além disso, outros recursos poderão ser provenientes de empréstimos junto a bancos públicos ou privados, fundos públicos ou privados, e parcela da CDE destinada à tarifa social e recursos direcionados pelas distribuidoras de energia à TSEE para programas de eficiência energética.

O projeto agora segue para apreciação no Senado Federal.

Câmara aprova projeto para fomentar energia solar entre população de baixa renda
Clicando em "Aceitar", você concorda com o armazenamento de cookies no seu dispositivo para melhorar a experiência e navegação no site.
Saiba mais